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Parques: tecnologia e inovação
Parques: tecnologia e inovação

Em artigo publicado nesta segunda-feira, 08, no jornal Zero Hora, a deputada Manuela d'Ávila discorre sobra a importância dos parques tecnológicos e do conhecimento científico para o desenvolvimento nacional. Confira!
 
 
 
Parques: tecnologia e inovação
 
 
Parques tecnológicos são o principal instrumento, na atualidade, de produção e transferência de tecnologia e inovação no mundo todo.
 
 
É um ambiente único que possibilita a sinergia entre o conhecimento produzido na academia e o setor produtivo carente de inovação. O Brasil alcançou uma posição de relativa presença no cenário internacional da produção científica, sendo responsável hoje por 2% dos artigos indexados em periódicos científicos.
 
 
Por outro lado, responde por apenas 0,2% das patentes mundiais. Em outras palavras, a participação brasileira é 10 vezes menor na inovação do que na participação científica.
 
 
Uma outra maneira de observar o descompasso entre produção e uso de conhecimento científico no Brasil surge quando analisamos a distribuição de pesquisadores em empresas e no meio acadêmico. Em países mais desenvolvidos, de cada quatro pesquisadores, três estão em empresas e um na academia. No Brasil, ao contrário, de cada quatro pesquisadores, três estão na academia e um na empresa.
 
 
A experiência da Embrapa, da Petrobras e da Embraer é eloquente para demonstrar que a inteligência nacional, quando dedicada a encarar os problemas de inovação, tem plenas condições de ser um fator decisivo no desenvolvimento nacional.
 
 
Cabe aos agentes governamentais, acadêmicos e empresariais se articularem para superar nossa defasagem nesse terreno.
 
 
Certamente, os parques tecnológicos cumprem um importante papel nesse cenário, como já apontávamos no nosso programa de governo à prefeitura de Porto Alegre nas ultimas eleições.
 
 
A universidade pública gratuita e de qualidade se constituiu em um dos maiores patrimônios do país. Sua contribuição ao desenvolvimento nacional deve ir muito além da formação acadêmica e científica, deve estar plenamente inserida no esforço de construção de uma nação soberana, desenvolvida e socialmente justa.
 
 
A recente inauguração do Ceitec e o fato de a UFRGS possuir o maior número de doutores das instituições federais de ensino são dois fatos que transformam a área do Campus do Vale da UFRGS em um ambiente potencialmente propício para assegurar as condições de debate com a comunidade acadêmica e com o conjunto da sociedade, para implantar naquela região um polo de inovação que contribua para o desenvolvimento sustentável e com distribuição de renda que tanto almejamos, e que justifique plenamente o caráter público de nossa querida Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
 

*Jornalista, deputada federal (PC DO B-RS)

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