NOTÍCIAS

Quinta, 9 de Fevereiro de 2012

Comissão de Direitos Humanos defende fortalecimento da Defensoria Pública

A responsabilidade do Estado na garantia do direito à assistência jurídica gratuita à população economicamente vulnerável, como determina a Constituição Federal, foi o tema central de audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília. Com base nessa discussão, foi elaborado ofício encaminhado a todos os governadores brasileiros, solicitando que os chefes do Poder Executivo envidem os esforços necessários à estruturação e ao fortalecimento da Defensoria Pública, garantindo a presença de defensores em todas as comarcas existentes. 

A audiência pública contou com a presença de representantes da Defensoria Pública da União, da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais, do Centro de Assistência Judiciária do Distrito Federal, da Associação Nacional dos Defensores Públicos e do Sindicato dos Servidores da Defensoria Pública da União. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal é presidida pela deputada Manuela D’Ávila. 

Os deputados presentes foram unânimes em reconhecer a falta de defensores públicos em seus respectivos estados, ressaltando que essa deficiência implica em descumprimento pelo Estado da Constituição e dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos, dos quais o país é signatário. O desfalque, ainda de acordo com o ofício, é fato comprovado por sucessivos estudos realizados pelo Ministério da Justiça. 

Os parlamentarem lembraram, ainda, o dispêndio com o pagamento de honorários para advogados dativos, que não seriam necessários se houvesse quantidade suficiente de defensores públicos, os verdadeiros legitimados para a assistência judiciária dos hipossuficientes. 

Ao pedir o apoio dos parlamentares, as instituições representadas na audiência pediram atenção especial na aprovação de proposições em tramitação no Congresso Nacional e também a interseção junto às demais autoridades estaduais e federais no sentido de cobrar delas que destinem os recursos necessários para a implantação da Defensoria Pública em todas as comarcas. 

A Comissão defende a melhor aplicação dos recursos públicos citando, como exemplo, as despesas injustificadas com o sistema carcerário, em detrimento da estruturação da Defensoria para a prestação de assistência jurídica aos presos provisórios e aos condenados que já cumpriram suas penas, mas não foram libertados. Certamente, uma melhor estruturação da Defensoria Pública significaria a redução dessas desigualdades, afirma o documento elaborado pela Comissão.

Fonte: JusBrasil
comentário imprimir notícias relacionadas tags
Compatilhar no Orkut Compatilhar no Facebook
Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Escreva seu comentário

enviar