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Sexta, 25 de Novembro de 2011

Uma cidade limpa

Ruas e calçadas limpas. Praças iluminadas e sem lixo. Esse é o desejo comum de todo cidadão. Queremos ver nossa cidade bonita e limpa todos os dias! Para isso, é preciso que todos os envolvidos – população e poder público – atuem em parceria e façam, cada um, a sua parte. O poder público dá a estrutura mínima necessária (como lixeiras nas ruas, coleta adequada, limpeza permanente e fiscalização) e a população colabora cuidando da cidade como cuida de sua casa, sem jogar lixo no chão, usando as lixeiras e combatendo aqueles que não fazem isso.

Mas ainda estamos longe da situação ideal em nossa Porto Alegre. Em toda a cidade há focos de lixo, seja na região central, em bairros como a Cidade Baixa ou na Restinga. Quem já não passou pela Restinga Velha e viu os focos de lixo nas vias públicas? Além da falta de lixeiras nas vias, há terrenos abandonados que são usados como depósitos de lixos. E lixo a céu aberto não combina com a cidade que queremos viver.

Um aspecto bastante importante do tratamento adequado à coleta de lixo (e de não termos focos de lixo nas ruas e terrenos) é a saúde. Com a chegada do verão – já vemos como será o calor pelos últimos dias – a situação é agravada porque há doenças que podem atingir os moradores mais facilmente. Lixo não recolhido e acumulado acaba permitindo a proliferação de moscas, mosquitos, ratos, baratas. Falamos sobre a escola Mário Quintana que enfrentou um problema com ratos, já. Esse tipo de problema pode e precisa ser evitado. 

Ruas e praças limpas são essenciais para que nossas crianças possam brincar nas ruas, para que os adultos possam aproveitar o fim do dia em frente às suas casas.  

Mas, é preciso lembrar que Porto Alegre avançou quando passamos a ter a coleta seletiva de lixo e o uso dos contêineres em alguns bairros da nossa capital. Os primeiros contêineres começaram a ser colocados nas ruas centrais de Porto Alegre em julho. Atualmente eles são usados apenas para coleta de lixo orgânico. 

Alguns problemas surgiram, porém, junto com o uso da nova forma de coleta do lixo. Primeiro: o sistema não foi implantado em toda a cidade. Segundo: não houve uma campanha que explicasse seu uso e as pessoas ainda têm dúvidas quanto à separação correta do lixo. Toda mudança de hábito precisa ser muito bem discutida com a população. É preciso, junto com a mudança, uma campanha educativa e explicativa! Terceiro: o número parece insuficiente porque em diversas ruas vemos lixo acumulado fora do contêiner.

Nossa cidade, nossos bairros, nossas ruas precisam estar limpas para nós, moradores, podermos circular por elas. Precisamos que nosso bairro seja a extensão de nossas casas, um lugar onde encontramos amigos e vizinhos, um lugar seguro e limpo. Cada um precisa fazer sua parte!

Manuela d'Ávila
Artigo publicado no Jornal da Restinga
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