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Segunda, 19 de Dezembro de 2011

O ano em que o Brasil superou a crise

O fim de 2011 nos traz uma importante análise do momento de nosso país. Um ano em que enfrentamos uma grave crise econômica mundial e a superamos. Acredito que essa é uma das marcas do primeiro ano do governo Dilma: o enfrentamento e a superação da crise.

No cenário nacional, a presidenta enfrentou crises políticas, fez esforços para aperfeiçoar a gestão (implantou a Câmara de Gestão) e mostrou a sua forma de governar. Esse modo de atuar de Dilma ajudou o Brasil a ter uma postura firme frente ao cenário econômico mundial, que causou devastação em países europeus, aumentou significativamente o número de desempregados e provocou forte retração econômica.

A forma de agir de Dilma permitiu ao Brasil manter-se afastado dos grandes impactos da crise mundial. Isso não significa, porém, que não fomos atingidos. Fomos. Tanto que o crescimento da nossa economia não chegará à meta estipulada no início do ano. E, dos países do Bric, somos o que menos cresceu. Um diferencial do enfrentamento à crise é o fato de que, em oposição ao que houve na Europa, o Brasil, sob comando de Dilma, não adotou medidas recessivas.

Alguns dados são ilustrativos e nos mostram a dimensão do impacto da crise. A taxa de desemprego nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) chegou a 8,3%, nos EUA a 9%, na Alemanha a 5,5%, na Inglaterra a 8,3%. No Brasil, ela subiu para 5,8%, e o medo do desemprego ganhou força e atinge quase 20% dos brasileiros.

Enquanto Espanha, Portugal, Grécia e Itália tiveram encolhimento das suas economias, o Brasil terá crescimento tímido, cujo índice deve ficar próximo aos 3%. Isso tendo uma das mais altas taxas de juros do mundo. Ou seja, nosso instrumento monetário de ajuste da demanda interna indica que é possível avançar.

2011 é, portanto, o ano em que Dilma conduziu o Brasil à superação de uma crise de impactos profundos e o saldo para o país é positivo. A questão fundamental que surge para o próximo ano é acerca da postura da nossa economia em 2012. Ou seja, continuaremos reagindo com cautela e tendo crescimento tímido? Ou a enfrentaremos com medidas firmes, como a redução da taxa de juros, investimentos em infraestrutura – como a segunda ponte do Guaíba – e o fortalecimento do mercado interno?

A chave para estarmos entre os países que sairão fortalecidos pela crise passa pela escolha do rumo que a presidenta Dilma destinará à nossa economia.

*Artigo publicado no jornal Zero Hora 

1 Comentário

    Zezualdo

    Segunda, 19 de Dezembro de 2011

    Admiro muito o seu trabalho, Parabéns! Pelo seu artigo, muito bom. Deputada Manuela D'Ávila, você é uma grande mulher e ao mesmo tempo, uma menina dos olhos da juventude de todo nosso Brasil. Você simboliza a esperança de renovação, uma nova cara na política, acreditamos em você!!! PARABENS!! BJS!! Ti muito quero!! bem!!

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